domingo, 22 de dezembro de 2013

Aquela pouca conversa era o suficiente, não sei por quantas semanas mais, conversar com ela, nem que distante, sempre me trazia uma imensa calma, não importava se era chuva ou fogo que caía do céu, mas havia nessa relação, de linha fina quase se rompendo, algum encantamento; era o que eu me fazia acreditar.  A musica não ajudava em nada, ainda te amo, era o que repetidamente dizia, era como um martelo deixando seu eco agudo, como uma infante brincadeira de se bater em latas, não... não era uma bateria. Promessas ocas, refletidas com o assovio, às vezes, aterrorizante do vento. Seu sorriso não mudara em nada, talvez esteja mais bela; a distancia tem esse poder, equações não conseguem resolver esse problema, mas fazer o que, conversar com ela sempre me foi suficiente. Poucas coisas ficam lá, paradas, inertes ao tempo, e poucas pessoas não mudam com o passar do mesmo. Acredito que ela fica cada dia mais bonita. Mas as muralhas se ergueram, porque razão? me foge a compreensão de que um dia, o tempo me foi um bufão travesso. São lobos que uivam ao luar, mas não havendo lua... o sono já me confunde os sentidos, talvez apenas uma guitarra solitária, chorando, ao reflexo de luzes alaranjadas da cidade inundada. Uma coisa por certo eu posso tomar, não havia lagrimas naquela noite, era a chuva que escorria por meu rosto.

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